quarta-feira, 27 de abril de 2011

Blues leaves, cherry tree

Under the tall cherry tree
Is my body forever buried
Oh ye Gods, let me be free
Too long have I here tarried

Reaped, thy leaves naught red
Dripping rubies and blossom
Underneath the buried dead
Life's elixir made wholesome

Fathom, something's amiss
An odd question on queue
Sealed, bound with a kiss
Why are my cherry tree's leaves blue?

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Disappointment

Não há qualquer hipótese, não deu mesmo para escrever ultimamente, tenho estado terrivelmente ocupado... Terei, pelo menos, todos os temas que prometi desenvolvidos minimamente até ao final do mês, mas mais do que isso não creio que consiga :/

Oh well, a vida vai dando mais trabalho do que pensamos.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Isto está complicado

Como já se aperceberam, estão a ocorrer uns quantos atrasos com os posts.

Dificuldades imprevistas, está a ser muito desagradável e não gosto de faltar a compromissos. Vou ver se hoje consigo reservar um par de horas, para pôr o blog em dia!

domingo, 17 de abril de 2011

sábado, 16 de abril de 2011

Nada de especial para dizer

Não sabendo o que havia de escrever, decidi-me por partilhar algo do meu íntimo, da forma como sinto os outros e a minha expressão de desagrado e desapontamento por expectativas que, tolamente, continuo a criar, dia a dia. Pois, estou desapontado comigo também por, ainda hoje, ir criando expectativas, sabendo de antemão que nunca tal dá bom resultado… Isso leva-me a questionar se essa tendência não se encontrará de tal forma entranhada na minha mente, que eu não serei nunca capaz de a controlar. No entanto, já controlei outros aspectos, de uma forma que já me chegaram a referir como desumana (não gosto dessa expressão, preferia que dissessem algo como “frio” ou talvez um pouco excessivamente racional, mas nunca desumano), por isso pode ser que também as expectativas venham a encontrar o seu fim consciente.

Enfim, não ando particularmente satisfeito, estou a passar por uma fase um pouco depressiva (mais que o habitual) e a fase eufórica teima em permanecer dormente, não me permitindo esse estranho equilíbrio das flutuações de humor. Pior do que isso, a meu ver, é que a minha criatividade é muito inferior (assim como outras “tarefas” cognitivas) quando me encontro deprimido, o que certamente demonstrará a qualquer indivíduo a minha peculiar necessidade da minha particular psicopatologia… Sim, digo necessidade, pois embora a sociedade possa ver a minha mente como doente, sei que há em mim um potencial de acrescentar muito de valor a este Mundo. Potencial esse que nem se teria revelado se eu fosse, simplesmente, “normal”, como parece ser a moda hoje em dia. O estranho e o diferente serão sempre vistos com maus olhos (e não julgam que pertencer a uma qualquer subcultura vos torna menos normais, porque a verdade é que continuem bem dentro dos parâmetros habituais).

Sou feliz, suponho. Desde há um bom tempo, não estou feliz, sou feliz. Encontrei um propósito maior, a minha mente revelou-se a si mesma e aprendi que não me é possível simplesmente não gostar de algo, porque sinto que tenho coisas a aprender, precioso conhecimento a obter, de absolutamente tudo. Encontro-me particularmente satisfeito pelas transformações que tenho sofrido recentemente, pela visão mais abrangente que me tem sido “permitida”, por pensar em coisas pouco habituais e poder desenvolver as minhas próprias ideias (vocês percebem o que quero dizer, não falo em apropriar-me das minhas ideias, mas de tentar acrescentar algo novo). Por outro lado, sinto uma certa insatisfação pelo desinteresse (omisso ou expresso, tanto faz) que as pessoas parecem ter para com Política, Religião, Economia, Ética e tantos outros assuntos interessantes! Dou por mim a não compreender bem porque é que alguém não teria interesse em saber mais (o quê? Tudo) e opiniões e ideias baseadas em informações de noticiários da noite ou preconceitos não me convencem nem um pouco…

O que é que nos aconteceu? Não é possível que tenhamos estupidificado ao longo do tempo, será? De facto, não temos uma variabilidade genética notável e há uma tendência natural para a homogeneização, mas ainda assim acho suspeito o quão mais “bruta” se tem tornado a nossa sociedade… Nos tempos mais antigos, parecia tudo tão mais profundo, suave, propositado, embora reconheça também que esta opinião possa ser enviesada pela minha relutância em entrar em parâmetros normalizados da sociedade, assim como esta parece ter alguma relutância na minha total assimilação (e de todos os indivíduos, felizmente!), por isso o futuro permanece uma enorme incógnita. Apesar de tudo, creio que estamos a aproximar-nos de uma qualquer encruzilhada e que muito do futuro da nossa espécie possa vir a ser decidido ao longo das próximas décadas (não o penso apenas com base nos dados que nos vêm a ser apresentados, mas é também uma espécie de aversão instintiva a uma instabilidade que se tem revelado mais profunda do que qualquer pessoa teria pensado ainda há poucos anos atrás… E acho que ainda só assistimos à ponta do icebergue).

Bem, para quem não sabia sobre o que escrever, ainda saíram umas quantas palavritas. Vejo também que acabei por não conseguir expressar-me emocionalmente como desejava, parece haver uma barreira… Tentarei expô-lo amanhã, pois não acredito em guardar nada para mim. O nosso trabalho intelectual, seja de que tipo for (quer seja mais virado para a arte ou para o “estudo”) é de tal forma valioso que me parece um pequeno delito, para dizer o mínimo, não o partilhar com o Universo.

Com isto me despeço, boa noite a todos!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

If all I show is a mask

There was a time
I was young then
Always felt fine
The mind was zen

It could not last
I soon felt weak
Life's spent too fast
Future is bleak

The time to find
Some new resolve
Flies through the mind
Had to evolve

Had to create
A brand new sham
Ways to berate
Myself, the lamb

Now I am my
Own sir and lord
Evades the eye
True self ignored

They took no notice
And would not ask
And are left guiltless
If all I show is a mask

quinta-feira, 14 de abril de 2011

De Namar


Apresento-vos uma página-esboço de um livro que comecei a escrever há algum tempo. Ainda não está sequer perto daquilo que espero atingir, mas já dá para se ter uma vaga ideia do estilo de escrita, alguns nomes que criei, etc..
Podia escrever algo mais para contextualizar esta cena, mas não quero estragar a piada do aspecto final que o livro terá. Uma coisa vos prometo, se consideram que há poucos escritores portuguese de High Fantasy de qualidade, eis que pretendo juntar-me a essa pequena e elitista lista, sim? A minha história está a começar a surgir nuns moldes, aaah, tão belos, tão delicados, tão verdadeiros. Está a ser um prazer vê-la a desenrolar-se na minha mente e, lentamente, tomar forma física em papel (bem, papel virtual, já que estou a usar o Word, mas vocês percebem). Enfim, espero que gostem.

(Draija a dirigir-se a Bareth)
  - Coloco-me à tua frente, mas não me vês. Toco-te, mas não me sentes. Não sei se alguma vez o poderias ter feito, mas agora não conseguirás certamente, pois tens um compromisso para com todos nós.
  Uma única lágrima foi vertida, traçando-lhe um rasto luzidio no rosto. E essa lágrima incendiou em Bareth uma paixão que não se teria feito prever, pois antes que qualquer consideração pudesse ter sido tida em conta, já ambos haviam colidido selvaticamente.
  Enquanto as roupas eram descartadas, arrancadas dos corpos com uma sofreguidão animalesca, os lábios colavam-se e exploravam-se, separando-se apenas pelos momentos necessários para recobrar o fôlego, pois esta noite não se repetiria. Mãos procuravam, frenéticas, tocar o outro em formas que uma há muito não conhecia e o outro jamais conhecera; procuravam agarrar-se a algo mais que o corpo um do outro, a futuros que não poderiam acontecer, a tempo perdido e consolações para mágoas tão cruelmente despertas.
  E a chama tão cedo não se apagou, pois enquanto o conforto da luxúria dos corpos lhes permitiu, não permitiram que o ominoso futuro a aproximar-se se intrometesse. Dois corpos, sedentos de vida, e as roupas, pelo chão espalhadas, um estranho mosaico, mutável, belo.
  Mas todas as noites têm um fim, quer seja esse fim próximo ou não, e ambos caíram, eventualmente, exaustos, ainda nos braços um do outro. O cansaço e o sono tomaram então posse e ambos dormiram, enquanto Erion impedia a luz de Elin de incomodar quaisquer seres. A terra não era ainda banhada por uma subtil luz, o sol abaixo do horizonte, a noite calma estendendo-se efemeramente e um momento para sempre cristalizado no Tempo.

  O despertar surgiu a Bareth como algo  contraditório, cheio de felicidade por uma experiência que o acalentaria até ao fim dos seus dias e a terrível dor e pesar da impossibilidade de permanecer, alheio aos problemas de Namar, ou, pelo menos, prolongar a sua estadia por uns dias. Apenas mais uns dias, por um pouco de descanso, a possibilidade de viver um amor que não se havia até então permitido… Não poderia ser.
  Uma única lágrima foi vertida, enquanto se vestiu e preparou, tendo o cuidado de não despertar Draija, rezando a Rajh por um caminho claro à sua frente e a Sheter pela protecção da sua alma, pois a jornada seria árdua e perigosa. Uma única lágrima vertida, pela perda de uma inocência que nunca havia sido.
  Ao aproximar-se da orla da povoação, as sentinelas não o impediram nem o questionaram, como até há pouco tempo teriam feito. Olharam-no apenas com o que parecia ser um ar calmo de quem vê alguém a ir de encontro ao seu destino, os seus semblantes sérios e respeitosos, uma despedida silenciosa. Mais não seria necessário ou próprio. Partiu então Bareth, em direcção às planícies do sopé da montanha, com Ark’Namar como destino.

Na privacidade da sua tenda, finalmente só, chorou Draija a partida de quem não esperara desejar e amar tanto, mas foram principalmente lágrimas de felicidade, pelo futuro que Bareth poderia comprar a Namar.